Após sair de uma fase de hibernação de 18 h de sono, acordei com alguém no celular me chamando para ir ao Recife Antigo... Segunda-Feira de Carnaval (23/02/09). Quando peguei o carro senti que bocas luminosas se abriam em relâmpagos nos céus. Tranquilidade... Estacionei e peguei o expresso da folia... As pessoas começaram a se entreolhar: uma chuva torrencial inundava as ruas cheias de marcas de resíduos sólidos do carnaval.
- E aí, tia? Pensando num plano B? Lá a gente não poderá descer! Dirigiu-se um jovem a parenta.
- Aí, meu Deus... Bem que mainha avisou! Não era pra ter vindo! Dizia a menina fingindo não tremer.
Uma multidão já se aglutinava e acotovelava-se no ponto de retorno. Encharcados namorados tentavam acudir as coleguinhas, pais fingiam dizer que estava tudo bem aos filhos que ainda de colo não entendiam coisa alguma.
RELÂMPAGOOOOOOOOOOOOtroVãooooooooooOOOOOOO
Orações, urros, palavrões e espanto, além dos suspiros silenciosos de quem acha por bem conter emoções se amalgamavam ao barulho incessante da tempestade.

Celulares tocando e ligações sendo feitas...
- Mãe eu te amo, dizia a garota com voz chorosa. Vai dar tudo certo, tentava esconder o medo.
- Posso fazer o quê, Mãe? Porra, quem tá na chuva é pra se molhar! (O garoto alterofilista desliga o celular) Merda! Por que eu vim pra cá?! Caralho!
As bocas de lobo entupidas de plásticos, chapéus com publicidade da cerveja que já amargava, impossibilitava muitos de ficarem debaixo do toldo. Pensava alto um senhor: "Ou a tuberculose ou a leptospirose", se referindo a exposição respectiva ou ao temporal ou a água empossada.
E o Capibaribe Rio parece que se Ria vendo águas que podiam ser bebidas num gole só por ele, afogarem os traseuntes. Carros passando e jogando água sobre crianças, senhoras e jovens praguejantes, gerou um burburinho e uma gritaria com direito a esculhambações e maldições...
RelâmpagoTrovãoooooooooooooooooooooo
- Foi perto!
- Ai, meu Deus! Tempestade magnética, toldo de metal, esse gerador aqui atrás do ponto e árvores... Um raio pode cair a qualquer momento, porra! Disse a menina-cursinho perdendo a compostura.
E chegava mais um ônibus... Ninguém descia... Todo mundo desistia... e como alguém subiria???
Pancadas na lataria e mais praguejos
Vamos emboooora de qualquer jeit... Telefones tocando...
O medo se alastrava num pensamento comunitário. Por quÊ???
Carnaval é a festa da carne? Tá fazendo o quê na esbórnia? Quem mandou ir pra lá?
O sentimento mítico de culpa
faz a humanidade continuar sem compreender
e mudar suas posturas.
S
e ouvia de tudo menos sobre a inversão climática, o fim de uma Era do Gelo (sim, vc não sabia), poluição de canaletas e outras falas relacionadas ao meio ambiente e a qualidade de vida.
Em suma: Ainda estamos muito mais para a pajelantes, no pior dos sentidos, de leitura dos sinais da natureza como fúria divina em relação aos nossos pecados; do que para ecologistas que entendem as mudanças climáticas e as intempéries desregradas como um desrespeito as leis naturais devido aos nossos anseios não como pecadores, mas como super produtores de resíduos sólidos, poluidores e personagens de interferência danosa no ciclo da Géia.
Que as próximas tempestades nos deixem mais alertas para um dos pecados menos assumidos e considerados como danosos: O da poluição ambiental!
- E aí, tia? Pensando num plano B? Lá a gente não poderá descer! Dirigiu-se um jovem a parenta.
- Aí, meu Deus... Bem que mainha avisou! Não era pra ter vindo! Dizia a menina fingindo não tremer.
Uma multidão já se aglutinava e acotovelava-se no ponto de retorno. Encharcados namorados tentavam acudir as coleguinhas, pais fingiam dizer que estava tudo bem aos filhos que ainda de colo não entendiam coisa alguma.
RELÂMPAGOOOOOOOOOOOOtroVãooooooooooOOOOOOO
Orações, urros, palavrões e espanto, além dos suspiros silenciosos de quem acha por bem conter emoções se amalgamavam ao barulho incessante da tempestade.
Celulares tocando e ligações sendo feitas...
- Mãe eu te amo, dizia a garota com voz chorosa. Vai dar tudo certo, tentava esconder o medo.
- Posso fazer o quê, Mãe? Porra, quem tá na chuva é pra se molhar! (O garoto alterofilista desliga o celular) Merda! Por que eu vim pra cá?! Caralho!
As bocas de lobo entupidas de plásticos, chapéus com publicidade da cerveja que já amargava, impossibilitava muitos de ficarem debaixo do toldo. Pensava alto um senhor: "Ou a tuberculose ou a leptospirose", se referindo a exposição respectiva ou ao temporal ou a água empossada.
E o Capibaribe Rio parece que se Ria vendo águas que podiam ser bebidas num gole só por ele, afogarem os traseuntes. Carros passando e jogando água sobre crianças, senhoras e jovens praguejantes, gerou um burburinho e uma gritaria com direito a esculhambações e maldições...
RelâmpagoTrovãoooooooooooooooooooooo
- Foi perto!
- Ai, meu Deus! Tempestade magnética, toldo de metal, esse gerador aqui atrás do ponto e árvores... Um raio pode cair a qualquer momento, porra! Disse a menina-cursinho perdendo a compostura.
E chegava mais um ônibus... Ninguém descia... Todo mundo desistia... e como alguém subiria???
Pancadas na lataria e mais praguejos
Vamos emboooora de qualquer jeit... Telefones tocando...
O medo se alastrava num pensamento comunitário. Por quÊ???
Carnaval é a festa da carne? Tá fazendo o quê na esbórnia? Quem mandou ir pra lá?
O sentimento mítico de culpa
faz a humanidade continuar sem compreender
e mudar suas posturas.
S
Em suma: Ainda estamos muito mais para a pajelantes, no pior dos sentidos, de leitura dos sinais da natureza como fúria divina em relação aos nossos pecados; do que para ecologistas que entendem as mudanças climáticas e as intempéries desregradas como um desrespeito as leis naturais devido aos nossos anseios não como pecadores, mas como super produtores de resíduos sólidos, poluidores e personagens de interferência danosa no ciclo da Géia.
Que as próximas tempestades nos deixem mais alertas para um dos pecados menos assumidos e considerados como danosos: O da poluição ambiental!


Nenhum comentário:
Postar um comentário