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terça-feira, 21 de junho de 2011

Da Necessidade de Ser Sincero



Desde que me entendo por gente e que aprendi a discutir o movimento sindical, entendo que existem pessoas "experts" em deixar tudo como está usando discursos dos mais variados. Após grande labuta para a instituição do coletivo LGBT e das suas primeiras atuações, segui para Brasília-DF numa reunião com o diretor de direitos humanos da CNTE. Ao chegar encontro um articuladíssimo companheiro de outro sindicato localizado na região metropolitana do Recife. A reunião começa e em tudo o companheiro ressaltava o quanto as coisas estavam boas em seu sindicato. Sempre se colocando como sujeito atuante nas atividades e fomentador de situações de aprendizagem dentro da temática de gênero e diversidade sexual... Será mesmo?

Ressaltei a questão de se produzirem marchas, paradas e manifestos LGBT´s sem uma formação continuada e um trabalho ostensivo quanto a auto-estima em prol desse tão falado orgulho gay. Citei que as marchas ganham a cada momento uma conotação mais festiva e carnavalizada. “As festividades e atividades catárticas são fundamentais ao bem estar psicossocial, porém foi só para isso que surgiram as marchas que inundam as avenidas de todo o país?”, indaguei. Após efusivo discurso o caro colega se expressa, mostrando que tuuuuuuuudo está muito bem, que isso é um processo longo, que buscar fazer formação continuada é imediatismo e que é melhor ir despreparado/ desconhecedor para eventos desse tipo do que ser um acadêmico/ intelectual que não participa dessas atividades.

Faaaaaça-me o santo favor! Durante a discussão sobre o Kit Anti-homofobia o que mais se falou foi: “o Kit foi suspenso por uma questão meramente política, nada mais que isso”. Para os que concordavam “você foi muito feliz em sua fala”... Prefiro ficar triste! O kit tem questões antes não abordadas na sociedade. A quebra dos padrões de heteronormatividade, imagens de travestis dentro da escola e de garotas eroticamente aliadas, traz a tona realidade tão antiga quanto a humanidade, mas velada como os vexames dos fundamentalistas. Citei os vídeos do kit... Não existe problema nos vídeos. E é? Sociedade midiática e preguiçosa como se encontra a atual formação tupiniquim, deixa de ler textos escrito para ler telenovelas. A sociedade do clipe, do tudo rápido, da fácil digestão intelectual se angustia com os vídeos do kit, não por uma questão política, mas porque eles vêem muito mais que lêem...

Por mais uma vez o colega pede a fala e diz que tudo está bem e que tudo acontecerá ao seu tempo... Talvez como um passe de mágica aprendido em algum vídeo do youtube, acessado com o celular sindical e alguma das viagens avionescas em “representação sindical”... Certamente será sempre mais feliz nas falas do que possa imaginar.

Essa postura está muito em voga em todos os escalões do governo. Afinal de contas essa boa vizinhança, atrelada ao faz-de-conta das atividades sindicais e ao ganhar fama através do trabalho dos outros, magoa aos que carregam pianos para que escrotos da última instâncias executem melodias caducas e inseguras pelo resto da eternidade.

domingo, 19 de junho de 2011

Luta Sindical


Caros colegas,

Escrevemos esta carta com o intuito de esclarecer algumas diferenças que existem na direção da diretoria em relação ao encaminhamento da Campanha Salarial 2011. Levamos em conta o contexto onde mais de 200 mil professores municipais e estaduais em vários locais do país estão em GREVE, exigindo a aplicação da Lei do Piso, enquanto aqui UMA PARTE da direção do SIMPERE, insiste em super valorizar as propostas pouco favoráveis à nossa categoria apresentadas pelo governo João da Costa.

Na assembléia marcada para do dia 15 de junho na FAFIRE (suspensa por causa da greve dos motoristas) foi entregue um INFORMATIVO em nome da diretoria SIMPERE, que nós diretores não participamos de sua elaboração e nem sequer o documento foi discutido e votado em reunião de diretoria. Percebemos nesse informativo uma intenção de convencer a categoria que as “tais conquistas” elencadas são suficientes para encerrarmos a campanha salarial 2011. Chamaram de conquista até o que não são cláusulas da pauta dessa campanha e sim pendências ou demandas criadas pela má gestão da Educação nesse governo, como o direito a licença sem vencimento; pagamento das titulações atrasadas; pagamento do vale transporte para quem mora no interior. De fato houveram pequenos avanços, mas ao nosso ver a reivindicação principal é o PISO na INTEGRALIDADE E AULA ATIVIDADE! Nesse sentido nada foi apresentado. Além disso, os autores do texto anunciaram um valor de piso de 1320,00 afirmando que nós conquistamos o maior valor de Piso da Rede Metropolitana, não condizendo com a verdade. Hoje o valor pago ao professor no início de carreira (nível médio /20 h/a) é de R$ 859,85 que passaria para R$ 920,75 em setembro de 2011 com a proposta do governo.

Nós, membros da atual gestão, queremos deixar bem claro que desconhecíamos a existência do informativo, como também somos contrários a avaliação feita no documento e a distribuição do ofício da SEEL na assembleia, onde o governo pressiona para o encerramento da campanha salarial. Temos clareza que a PR nos deve, no mínimo, o pagamento integral do piso (rebaixado) apresentado pelo MEC de R$1.187,00 para a professora de nível médio com 20 h/a. Isso significa um reajuste de 38,04%. Mas o prefeito João da Costa utiliza-se da justificativa do cumprimento da tal Lei de Responsabilidade Fiscal para negar os direitos aos professores. Para nós, é inadmissível que um governo que ajudamos a construir encabeçado pelo PT, partido do presidente que sancionou a Lei do Piso, utilize-se dos mesmos argumentos de governos do DEM/PSDB e adjacentes para negar o pagamento integral do piso e a aplicação de 1/3 de aula atividade aos professores.

DIRETORES DO SIMPERE: Francisco Alexandrino; Graça Maurício; Eliane Gonçalves; Socorro Jaeger; Edivani; Bianca Lima.

Colocamo-nos a disposição da categoria para mantermos a luta! Continuaremos cobrando do governo o pagamento integral do Piso, aplicação de 1/3 de aula atividade e mobilizando a categoria, pois só assim poderemos conquistar nossas reivindicações!