
Caros colegas,
Escrevemos esta carta com o intuito de esclarecer algumas diferenças que existem na direção da diretoria em relação ao encaminhamento da Campanha Salarial 2011. Levamos em conta o contexto onde mais de 200 mil professores municipais e estaduais em vários locais do país estão em GREVE, exigindo a aplicação da Lei do Piso, enquanto aqui UMA PARTE da direção do SIMPERE, insiste em super valorizar as propostas pouco favoráveis à nossa categoria apresentadas pelo governo João da Costa.
Na assembléia marcada para do dia 15 de junho na FAFIRE (suspensa por causa da greve dos motoristas) foi entregue um INFORMATIVO em nome da diretoria SIMPERE, que nós diretores não participamos de sua elaboração e nem sequer o documento foi discutido e votado em reunião de diretoria. Percebemos nesse informativo uma intenção de convencer a categoria que as “tais conquistas” elencadas são suficientes para encerrarmos a campanha salarial 2011. Chamaram de conquista até o que não são cláusulas da pauta dessa campanha e sim pendências ou demandas criadas pela má gestão da Educação nesse governo, como o direito a licença sem vencimento; pagamento das titulações atrasadas; pagamento do vale transporte para quem mora no interior. De fato houveram pequenos avanços, mas ao nosso ver a reivindicação principal é o PISO na INTEGRALIDADE E AULA ATIVIDADE! Nesse sentido nada foi apresentado. Além disso, os autores do texto anunciaram um valor de piso de 1320,00 afirmando que nós conquistamos o maior valor de Piso da Rede Metropolitana, não condizendo com a verdade. Hoje o valor pago ao professor no início de carreira (nível médio /20 h/a) é de R$ 859,85 que passaria para R$ 920,75 em setembro de 2011 com a proposta do governo.
Nós, membros da atual gestão, queremos deixar bem claro que desconhecíamos a existência do informativo, como também somos contrários a avaliação feita no documento e a distribuição do ofício da SEEL na assembleia, onde o governo pressiona para o encerramento da campanha salarial. Temos clareza que a PR nos deve, no mínimo, o pagamento integral do piso (rebaixado) apresentado pelo MEC de R$1.187,00 para a professora de nível médio com 20 h/a. Isso significa um reajuste de 38,04%. Mas o prefeito João da Costa utiliza-se da justificativa do cumprimento da tal Lei de Responsabilidade Fiscal para negar os direitos aos professores. Para nós, é inadmissível que um governo que ajudamos a construir encabeçado pelo PT, partido do presidente que sancionou a Lei do Piso, utilize-se dos mesmos argumentos de governos do DEM/PSDB e adjacentes para negar o pagamento integral do piso e a aplicação de 1/3 de aula atividade aos professores.
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